trechos perdidos de um diário fudido. algum dia de algum mês de algum ano. a cidade é cheia de fumaça. as velhas caminhadas em velhas praças. prédios demais cheios de gente. e eu aqui escrevendo minhas crônicas pra ninguém e Deus lá em cima bebado jogando dados pra todo mundo. e são sempre pessoas demais. lá fora, nos prédios. e eu ainda não gosto tanto assim de poesia. nem de festas. cansei de rolés de sexta, de embalos de sabado a noite. a velha beleza falsa do dia pela noite. quais são mesmo os meus amigos? quem é que eu devia amar mesmo? pessoas demais. além do que você pode aguentar. elas vem. você se aprofunda nelas, como quem cai em um buraco, e quando você está quase chegando no coração delas elas correm. é como perseguir ondas, como contar estrelas. feriados na praia, aplausos e vaias. fogos de artificio na virada do ano. pessoas demais. demais.
Escrito por Jp às 03h41
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